ANUVA  |  CASOS DIFÍCEIS

PROBLEMAS DIFÍCEIS ME INTERESSAM.
OS TRIVIAIS, NÃO.

Investigação aplicada para decisões difíceis.

Quando uma decisão importante depende de uma resposta que ninguém conseguiu produzir, começamos a investigar.

ANTES DA SOLUÇÃO, A PERGUNTA.

Se a resposta fosse óbvia, você não estaria aqui.

Casos difíceis costumam ter quatro coisas em comum. Quando elas aparecem juntas, vale investigar antes de decidir.

01

Há uma pergunta importante.

Não uma curiosidade abstrata: algo cuja resposta pode alterar uma decisão.

02

A resposta não é evidente.

As explicações existentes são incompletas, contraditórias ou simplesmente não foram testadas.

03

Errar tem consequência.

Dinheiro, reputação, política pública, estratégia, risco ou oportunidade estão em jogo.

04

Existe algo a investigar.

Dados, documentos, literatura, evidências, registros, pessoas, métodos ou hipóteses podem ser examinados.

QUATRO MOVIMENTOS

Não começo pela solução.

Começo pela pergunta. O método vem depois — escolhido pelo problema, não pelo hábito.

INVESTIGAR

O que realmente está acontecendo?

Reconstruir fatos, padrões, relações e contexto antes de aceitar a explicação disponível.

TESTAR

Isso se sustenta?

Confrontar afirmações, políticas, resultados e hipóteses com evidência apropriada.

QUESTIONAR

O que pode derrubar esta tese?

Submeter projetos, estudos e decisões a uma revisão adversarial antes que terceiros façam isso.

CONSTRUIR

Como isso pode virar algo real?

Transformar uma ideia em desenho, método, projeto demonstrável, executável ou financiável.

QUE TIPO DE PROBLEMA CABE AQUI?

Algumas perguntas merecem ser tratadas como casos.

Uma política, programa ou investimento realmente funciona?

A pergunta define o caso. A disciplina e as ferramentas entram depois.

Os dados sustentam a afirmação que está sendo feita?

A pergunta define o caso. A disciplina e as ferramentas entram depois.

Há informação suficiente para avaliar uma decisão importante?

A pergunta define o caso. A disciplina e as ferramentas entram depois.

Um estudo, projeto ou tese resistiria a uma revisão adversarial?

A pergunta define o caso. A disciplina e as ferramentas entram depois.

Uma boa ideia pode ser transformada em projeto executável ou financiável?

A pergunta define o caso. A disciplina e as ferramentas entram depois.

Existe conhecimento valioso escondido nos dados que uma organização já possui?

A pergunta define o caso. A disciplina e as ferramentas entram depois.

Saúde · políticas públicas · meio ambiente · infraestrutura · regulação · dados · ciência · estratégia.
O domínio muda. O tipo de problema, não.

COMO A INVESTIGAÇÃO AVANÇA

O método é simples. A investigação, nem sempre.

01 — PERGUNTA

Definir o que precisa ser respondido.

Não o que seria conveniente confirmar. O caso começa pelo problema real.

02 — EVIDÊNCIA

Encontrar o que pode esclarecer.

Dados, documentos, literatura, registros, fontes públicas, entrevistas e contradições.

03 — TESTE

Tentar refutar antes de concluir.

Hipóteses concorrentes e explicações alternativas precisam sobreviver ao confronto com a evidência.

04 — DECISÃO

Dizer até onde a evidência permite ir.

Inclusive quando a resposta correta é: ainda não sabemos — e explicar o que falta para saber.

UM FILTRO IMPORTANTE

Nem todo problema é um Caso Difícil.

Faz sentido quando existe uma decisão real, a pergunta é investigável, há valor em saber e existe abertura para que a evidência altere a conclusão.

Não faz sentido quando se procura apenas uma justificativa para algo já decidido, um relatório ornamental ou uma resposta conveniente.

Algumas decisões são caras demais para depender de opinião.

QUEM INVESTIGA

Marco Antonio Portugal

Pesquisador e consultor, atua na interseção entre pesquisa aplicada, dados e decisão. Em vez de partir de uma disciplina única, combina métodos conforme o problema exige — análise quantitativa e qualitativa, pesquisa documental, literatura científica, dados públicos e desenho de projetos.

Casos que podem ser públicos ajudam a produzir conhecimento e debate. Outros exigem discrição. Em ambos, o compromisso é o mesmo: seguir a evidência até onde ela permitir.

Algumas investigações independentes tornam-se casos públicos. Trabalhos contratados permanecem confidenciais, salvo autorização expressa para divulgação.

OPEN CASE

Traga um caso difícil.

Não envie uma apresentação. Comece pelo problema.

Antes de escrever, tente responder:

01. Qual é o problema?
02. Que decisão depende da resposta?
03. O que já se sabe?
04. Por que as abordagens anteriores não resolveram?
05. Que dados, documentos ou fontes existem?
06. O que acontece se o problema continuar sem resposta?

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